domingo, 3 de abril de 2011

Expresso transestelar

Sou uma pessoa fundamentalmente crédula. De mula-sem-cabeça a coelhinho da Páscoa, passando por Papai-Noel  e Saci pererê, até prova em contrário, acredito em tudo,rssss...dependendo da ocasião,por que não?...E foi exatamente por isso, que me mandei daqui pra Paraíba, mais precisamente para a cidade de Guarabira,que dista da capital João Pessoa cerca de 95 km. Fui eu, marido ,filhos e mais dois casais com seus respectivos filhos, no rastro da fama de ser aquela a cidade dos discos voadores.
Embora não duvidando de nada, confesso que a viagem transcorreu mais em forma de passeio e laser porque afinal, ninguém estava ali com propósitos científicos e todos faziam piadas do fato, o que aliás, é o que mais acontece quando o assunto são coisas de naves, ETs e seus assemelhados.
Chegamos  finalmente ao nosso destino, quando já era de tardezinha , então fomos tomar um lanche e dar uma volta pelos arredores. Havia uma pracinha típica de cidade do interior, onde parecia que toda a cidade se encontrava e , não sei se foi só impressão, mas achei que as pessoas nos olhavam com uma certa disconfiança, ou melhor, me pareceu que já sabiam o motivo de nossa estada e que não gostavam muito da fama do seu lugar e da grande curiosidade que despertava (fato absolutamente compreensível)
Um dos nossos amigos, já estava ali pela terceira ou quarta vez e falava das reações das pessoas ,umas dizendo que era tudo mentira e outras afirmando já terem feito dezenas de contatos de terceiro e quarto graus. Havia uma senhora, dona de uma hospedaria local, que falava até em uma nave que passava com hora marcada, tipo transporte coletivo, acho que carregando alienígenas em viagens turísticas pelos céus de Guarabira,tudo uma imensa gozação...
Pois é, mas a noite caiu por completo e nos encaminhamos para o Mirante local, que alcançamos através de uma estradinha estreita e tortuosa. Lá do alto podia-se observar toda a cidadezinha, e por sobre nossas cabeças, sem a influência das luzes artificiais...Uau...um dislumbrante céu estrelado de fazer calar todas as nossas piadas e brincadeiras. 
Mas, até ai, foi só isso, fora um friozinho pouco comum no nordeste, exceto em lugares altos como aquele. Conversamos, tomamos cafézinho de garrafa térmica, eu, meio assustada com os insetos e sapos do lugar, tratei de voltar pro carro e ouvia música distraída ,quase achando que havíamos empreendido uma viagem inútil, quando algém gritou:
"-Olhem aquilo ali!!!..."
Abri a porta do carro correndo e o que vi me fez arrepiar dos pés à cabeça; só pude achar que se tratava de uma" estrela cadente com soluço " pois a luz piscava e pinoteava ao mesmo tempo em que traçava uma elipse no céu, simplesmente FAN-TÁS-TI-CO. E o que aconteceu depois foi uma sequência de luzes estroboscópicas,hora piscantes, hora contínuas, hora solitárias ,hora em grupos de 3 ou 4, um verdadeiro espetáculo, tudo muito distante, mas totalmente visível a olho nu. O que seria tudo aquilo? Juro que não sei, mas juro também que nunca procurei ou procurarei  saber, a experiência foi tão linda que ,pelo menos pra mim, não carece da menor explicação.
É claro que fotografamos, mas quem vê, identifica apenas lindas estrelas,algo parecido com essa foto que coloquei aí em cima e que  achei na net, mas quem viu...sabe que não eram apenas estrelas,imagine...estrelas?...Não mesmo.
Bem, quem quiser achar que não estou muito bem da cabeça, paciência...mas que vi eu vi, e essa entrou para o baú com louvor e distinção.
Só mais uma coisinha: Quem quiser viver com mais emoção, não faça como São Tome, creia para ver. Eu recomendo.


2 comentários:

  1. Delicia essa sua aventura hem menina!Vou la também.rsrsrs

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  2. Amei o seu cantinho!

    E suas histórias como sempre encantadoras.

    bjs mil!!!!!!!!

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